
Desta vez foram quase dois meses sem aqui vir. Realmente a preguicite é aguda, mas o trabalho tem-se sobreposto e tenho enveredado por relatar os treinos no forum do mundo da corrida e de resto ...dormir (pouco), trabalhar, correr e comer.
Parece que a inspiração se esconde quando há traspiração e a vontade é usada mais para treinar e atacar as provas do que para vir aqui escrever algo.
Mas hoje fiquei simultaneamente admirado e satisfeito porque descortinei um comentário à minha última postagem...(que vergonha, só ao fim de mais de um mês...).
Enfim, vou-me obrigar a escrever mais. Talvez um esforço semelhante ao daqueles que queriam correr mais e não o fazem por esta ou aquela razão.
Parece que a inspiração se esconde quando há traspiração e a vontade é usada mais para treinar e atacar as provas do que para vir aqui escrever algo.
Mas hoje fiquei simultaneamente admirado e satisfeito porque descortinei um comentário à minha última postagem...(que vergonha, só ao fim de mais de um mês...).
Enfim, vou-me obrigar a escrever mais. Talvez um esforço semelhante ao daqueles que queriam correr mais e não o fazem por esta ou aquela razão.
E agora que já decorreram alguns muitos minutos desde que comecei a escrever, pois andei a tentar colocar a foto que está acima (isto é uma canseira intelectual...), cheguei à conclusão que tinha um comentário ainda mais antigo ao qual não me dignei responder... Pudera, nem o li...
Este comentário tinha uma pergunta relativamente importante e complicada e outra simples.
Quem manda na mente, se esta manda no corpo?
Quem poderá dizer isto ao certo? E quem poderá dizer isso com certeza?
Dentro da minha perspectiva de vida em que considero que vida é igual a aceitação, aceito que a afirmação "A mente manda, o corpo obedece" é um axioma, não tem demonstração nem justificação e a partir dela crio uma lógica subjacente de comportamentos e pensamentos que conduzem a uma forma de estar.
É evidente que, tal como na Matemática, a premissa pode ser falsa e a partir daí tudo é falso.
Mas é um caminho, e como em muitas situações há que escolher um e este é o que eu tento adoptar desde há alguns anos.
Como disse atrás a pergunta é complicada e isto nem sequer é resposta pois nem imagino quem poderá responder nem quantas horas de escrita ela poderia levar...
Como foi a maratona?
Muito bom, muito bom...como diria o Ministro...
Ritmo totalmente controlado (tal como o nome do blog justificaria) desde o início, sempre em conjunto com o meu colega Carvão que até teve de fazer uma série pelo meio pois teve que ir urinar aos 4 Km. Tive mesmo que lhe refrear os ânimos três ou quatro vezes para não ir mais rápido que os 4'15/Km. Passagem à meia em 1h29'25, depois de uma certa atrapalhação minha com o fecho do bolso do calção, na Almirante Reis, que nos custou mais de 30 s. A partir daí o ritmo aumentou gradualmente até estabilizar em 4'11/Km e a recta desde a viragem no Poço do Bispo(?) até à viragem junto a Belém foi um espectáculo. Já não havia trelas e o Carvão agarrou-se às minhas costas com unhas e dentes e não cedeu. A sensação de passar centenas de atletas (os da meia e alguns da maratona) fazia aumentar a capacidade de acelerar.
À volta dos 37 Km a virilha lembrou-se de me lembrar que estava ali em baixo para me chatear e então a dor aguda obrigou-me a reduzir o ritmo, primeiro, a parar para fazer um alongamento e uma chamada de atenção ao corpo em geral para lhe comunicar que quem manda é a mente, em segundo, e a passar para 5'/Km, em terceiro, para poder acabar a maratona.
Assim acabei em 3h 01' 30" enquanto o Carvão terminou em 2h58'46", ou seja, perdi 3 minutos nos últimos 5 Km, mas fiquei excepcionalmente satisfeito. Como se vê o Carvão fez 1h29'21 na segunda meia, mas sózinho baixou o andamento para cerca de 4'30/km. Em conjunto teríamos feito melhor certamente. O objectivo das 3h00 ficou no meio dos nossos dois tempos pelo que considero que foi cumprido.
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