
Máquina
O teu corpo
que é belo,
vem.
Vagueia pelo ar,
instala-se no meu pensamento.
É meia-noite,
as luzes estão apagadas.
Mas em mim,
uma brilha.
A da tua figura,
que se mantem esbelta,
apetecível.
Porque tu és formosa,
mas sem forma real.
Eu vejo-te,
mas tu não és.
Tens que ser!
Tens que encarnar
e vir para mim,
para te dizer o que pensei
quando te fiz.
Porque eu fiz-te!
E quando surgires,
eu dir-te-ei
"És aquilo que eu desejei,
és aquilo que eu fiz".
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