Força
A pradaria está seca,
as árvores são pequenas,
não têm capacidade de pensar.
Os olhos caem nesta paisagem
e ficam abatidos.
A multidão vem célere,
disposta a modificar o que vê.
As bocas abrem-se,
bradam gritos de fome e de raiva.
As pedras recebem os sons
mas rechaçam-nos.
Não lhes interessa.
O eco está gerado,
as bombas descem,
o piano toca.
É um super-homem.
Mas como?
Não tem força super,
nem visão extraordinária.
Então, é um homem vulgar?
Está no cimo da montanha,
canta para ele,
e para todos.
A música é tocada por pássaros
de longos cabelos loiros,
que reflectem a luz
por todas as faces.
Estas estão iluminadas,
purificadas.
Será hoje?
Cada um tem que ser
o melhor que puder.
Se não for o Sol,
que seja uma estrela.
Se não for o oceano,
que seja um rio.
Se não for guitarrista,
que passe os dedos pelas cordas.
Cantem, corram, vivam.
Tragam mais um para ver a luz.
E levem-me a mim também.
Saturday, November 03, 2007
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